Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA)

Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA)A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), também conhecida como Leucemia Linfocítica Aguda (LLA), é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) que tem, como principal característica, o acúmulo de células jovens anormais (blastos leucêmicos) na medula óssea.1,2

A LLA ocorre como resultado de mudanças no DNA das células-tronco da medula óssea. Essas células-tronco se diferenciam em células anormais e sua multiplicação desordenada pode inibir parcialmente a produção de células sanguíneas saudáveis (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas), cujo número geralmente fica inferior ao normal.3,4,5

Na maioria dos casos, as células leucêmicas invadem o sangue com razoável rapidez e podem se disseminar para outras partes do corpo, como os gânglios linfáticos, fígado, baço, sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e testículos nos homens.5

Os sinais e sintomas da LLA podem variar, mas comumente incluem: febre, dor no osso ou nas juntas, perda de peso ou perda de apetite, infecções, dificuldade para respirar, fraqueza ou cansaço, sangramento ou hematomas e sudorese noturna.6,7

No Brasil, o INCA estima 10.070 novos casos de leucemia, incluindo a LLA, que pode ocorrer em qualquer idade e é o câncer mais comum na infância. No mundo, a LLA representa 12% de todas as leucemias, considerando as pediátricas e em adultos. Na pediatria, a LLA é responsável por 75% dos casos de leucemia infantil.2,8,9,10,11,12 

Sua incidência é de 1-4.75 por 100.000 pessoas e diagnóstico de LLA geralmente é realizado por análise de sangue e exames de medula óssea.4,11

Assim que o diagnóstico for feito, o tratamento do paciente com LLA deve começar imediatamente, dado o curso rápido da doença. O principal objetivo do tratamento da LLA é matar as células do câncer. Para isso, utiliza-se uma combinação de medicamentos, chamada de quimioterapia que pode variar de acordo com cada paciente, dependendo de alguns critérios, como idade, classificações de risco, subtipo LLA e estado geral de saúde do paciente. O transplante de células tronco é considerado se o paciente não responder bem à quimioterapia. Ensaios clínicos estão em andamento para investigar a eficácia e segurança de novos medicamentos (por exemplo, terapias direcionadas) ou novas combinações de drogas.3,13,14 A LLA é  uma doença tratável, com uma taxa de sobrevida global de aproximadamente 85%.15,16

Nosso Legado

A Shire tem um compromisso com o câncer raro, com um crescente pipeline com moléculas em fase avançada de estudo, direcionada para cânceres desafiadores e de difícil tratamento, para os quais há pouca pesquisa e inovação ou em que as opções de tratamento são limitadas.  A nossa abordagem de inovação em oncologia representa o espírito pioneiro, as origens biotecnológicas da Shire e alavanca a nossa herança e experiência em focar em condições raras e especializadas, com o propósito principal de fazer a diferença na vida dos pacientes.

Referências

  1. Les cancers en France, Les Données, INCa, édition 2015. Disponible sur : http://www.e-cancer.fr/Expertises-et-publications/Catalogue-des-publications/Les-cancers-en-France-Edition-2015http://www.e-cancer.fr/Expertises-et-publications/Catalogue-des-publications/Les-cancers-en-France-Edition-2015. Consulté le 8 novembre 2016..
  2.  INCA. Retrieved from http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=344 . Acessado 21 de novembro de 2017.
  3. Passweg JR et al. Les Leucémies Aigües. Rev Med Suisse 2008; 1272-1278.
  4. Société de leucémie et lymphome du Canada. s.d. « Leucémie lymphoblastique aiguë ». En ligne. Disponible sur : http://www.sllcanada.org/leucemie/leucemie-lymphoblastique-aiguehttp://www.sllcanada.org/leucemie/leucemie-lymphoblastique-aigue. Consulté le 8 novembre 2016.
  5. American Cancer Society. Retrieved from https://www.cancer.org/cancer/acute-lymphocytic-leukemia/about/what-is-all.html
  6. Adult Acute Lymphoblastic Leukemia Treatment. (2015). Retrieved December 16, 2015, from http://www.cancer.gov/types/leukemia/patient/adult-all-treatment-pdq
  7. Childhood Acute Lymphoblastic Leukemia Treatment. (2015). Retrieved from http://www.cancer.gov/types/leukemia/patient/child-all-treatment-pdq.
  8. Acute lymphoblastic leukemia. Medline Plus. 2014. Available at: www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/000541.htm.
  9. Phillippe, P. (2009). Incidence of Childhood Leukaemia. Retrieved from http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0005/97016/4.1.-Incidence-of-childhood-leukaemia-EDITED_layouted.pdf.
  10. Coebergh J-W et al. Leukaemia incidence and survival in children and adolescents in Europe during 1978–1997. Report from the Automated Childhood Cancer Information System project. European Journal of Cancer, 2006, 42:2019–2036.
  11. Redaelli, A., Laskin, B.L., Stephens, J.M., Botteman, M.F. and PASHOS, C.L. (2005), A systematic literature review of the clinical and epidemiological burden of acute lymphoblastic leukaemia (ALL). European Journal of Cancer Care, 14: 53–62. doi: 10.1111/j.1365-2354.2005.00513.x
  12. American Cancer Society. Retrieved from https://www.cancer.org/cancer/leukemia-in-children/about/what-is-childhood-leukemia.html
  13. Pui CH et al.  Acute lymphoblastic leukaemia. Lancet 2008; 371: 1030-43.
  14. Mathisen MS et al. Acute lymphoblastic leukemia in adults: encouraging developments on the way to higher cure rates. Leuk Lymphoma 2013; 54(12):2592-600.
  15. American Cancer Society. Survival Rates for Childhood Leukemias. http://www.cancer.org/cancer/leukemiainchildren/detailedguide/childhood-leukemia-survival-rates. Acessado m 18 de abril de 2017
  16. American Cancer Society. Survival Rates for Childhood Leukemias. http://www.cancer.org/cancer/leukemiainchildren/detailedguide/childhood-leukemia-survival-rates. Acessado m 18 de abril de 2017 

 

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