Nefrologia: Doença Renal Crônica
Os rins filtram e removem os resíduos metabólicos e o excesso de água no sangue.
Mantêm a hemostasia e o equilíbrio de substâncias como o sódio, o potássio, o
cálcio, o cloro e o fósforo.
O sangue entra nos rins através das artérias renais e é direcionado para os
glomérulos nos quais se realiza a filtração dos metabolitos residuais e do
excesso de água. O sangue filtrado deixa então o rim através das veias renais.
A função renal é geralmente avaliada através de medição da taxa de filtração
glomerular (TFG). A insuficiência renal ocorre quando a TFG diminui
significativamente. A insuficiência renal crônica é o termo para expressar a
perda progressiva da função renal a longo do tempo (anos ou décadas).
O estágio avançado da doença renal crônica ocorre quando os rins falham
permanentemente, exigindo, na sua última fase (a fase 5) que o doente se submeta
à realização de diálise e/ou a um transplante. Através de diálise são removidos
do sangue os metabolitos residuais e o excesso de água. Existem dois tipos de
diálise:
-
Hemodiálise
: em que o sangue é retirado do
corpo através de um cateter e circula através de um dispositivo de filtragem
denominado dialisador, sendo reintroduzido no corpo o sangue devidamente
filtrado.
Diálise peritoneal
: Introduz-se o líquido
da diálise na cavidade abdominal através de um cateter deixando-o ali por algum
tempo para permitir que o excesso de água e os resíduos passem dos vasos
sanguíneos na parede abdominal para o líquido de diálise que drena então para o
exterior.
Nem a hemodiálise, nem a diálise peritoneal podem substituir completamente a
função renal normal, mas a sua utilização permite um tratamento eficaz dos
doentes com IRC avançada e a sua sobrevida em muitos anos. No entanto, os
níveis de cálcio e de fósforo não podem ser controlados apenas por diálise.
A maioria dos pacientes em diálise têm hiperfosfatemia,que consiste em ter
níveis muito elevados de fósforo no sangue.
A hiperfosfatemia está associada a alterações minerais diminuindo a saúde do
osso, aumentando o risco cardiovascular e, finalmente, aumentando tanto a
morbidade como a mortalidade cardiovasculares em doentes com IRC.
Recursos farmacológicos podem colaborar com o equilíbrio do fósforo nestas
situações.