| Shire compra laboratório alemão de biotecnologia |
| Gazeta Mercantil |
| 11/07/2008 |
| Anna Lúcia França |
A anglo-americana Shire adquiriu este mês a biofarmacêutica alemã Jerini pelo valor total de US$ 521 milhões. Com a aquisição, a farmacêutica amplia seu portfólio com inclusão de produtos como o Fyranzyr, medicamento indicado para o tratamento de uma doença genética rara conhecida como angioedema hereditário (AE). O remédio está aguardando a aprovação de órgãos de regulamentação nos EUA e na Europa, mas já tem o status de droga órfã (para doenças raras) em ambos os lugares. A doença acomete uma a cada 50 mil pessoas.
Nos últimos dez anos, a Shire realizou sete aquisições como forma de buscar novos conhecimentos. A compra da Jerini trará para a companhia um importante número moléculas inovadoras, segundo a companhia.
No Brasil, a Shire acaba de conseguir aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o Elaprase, substância indicada para o tratamento da mucopolissacaridose tipo II, ou Síndrome de Hunter (doença metabólica hereditária causada por erros inatos do metabolismo que reduzem a atividade de determinadas enzimas que atuam na estrutura da célula). A doença atinge uma em cada 150 mil pessoas, em especial meninos, e recebeu maior atenção da Shire, que realizou um grande estudo mundialmente. Foram avaliados 96 pacientes, sendo 19 deles no Brasil, organizados em um dos centros participantes, no Hospital de Clínicas do Rio Grande do Sul. "O importante destes estudos é a ampliação do conhecimento, porque a fenilcetonúria era considerada uma doença rara até ser estabelecido o 'teste do pezinho', que demonstrou haver mais casos do que se pensava", diz Roberto Marques, diretor geral da Shire no Brasil.




