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Shire HGT inaugura operação no Brasil

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Shire HGT inaugura operação no Brasil

Especializada na pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças genéticas sem tratamento, Shire HGT chega ao País.

São Paulo, julho de 2007- A Shire HGT, unidade de negócios da Shire plc., a terceira maior farmacêutica da Inglaterra e uma das farmacêuticas que mais crescem no mundo, acaba de iniciar suas atividades no Brasil. O escritório, inaugurado no dia 8 de agosto, fica localizado em São Paulo, capital.  A Shire é terceira biofarmacêutica a ter operação no Brasil e irá investir US$ 20 milhões nos próximos anos entre lançamento de produtos, estudos clínicos, contratações, etc. A companhia trará para o Brasil terapias altamente inovadoras para tratamento das doenças genéticas metabólicas, investimentos na área de genética, através de apoio em estudos clínicos locais, educação médica continuada e projetos junto aos grupos de apoio e entidades de pacientes.

A Shire HGT aguarda em breve a aprovação de dois medicamentos no Brasil, Elaprase e Replagal. Os produtos submetidos à agência foram pesquisados e desenvolvidos para tratar a Síndrome de Hunter, também conhecida como MPS II, e a doença de Fabry. A Shire conduziu o maior estudo do mundo para uma doença genética em número de pacientes, incluindo 18 brasileiros, que participaram da Fase III da pesquisa do Elaprase, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O medicamento é o primeiro e o único no mundo para tratar a Síndrome de Hunter. Até o momento foram identificados no Brasil aproximadamente 60 pacientes. O medicamento faz a reposição da enzima que não é produzida pelo organismo destes pacientes. Este tipo de tratamento é conhecido como Terapia de Reposição Enzimática (T R E).

Já o Replagal, indicado para a doença de Fabry, tem um diferencial na dose aplicada, que chega a ser cinco vezes menor que o concorrente direto, bem como um tempo de infusão muito reduzido, gerando maior conveniência para os portadores da patologia. Além disto, é produzido através de uma tecnologia exclusiva conhecida como Gene-Activation. Usando técnicas da engenharia genética, é feita uma espécie de cirurgia nas células que vão ativar a produção de determinada proteína. O processo utiliza apenas linhagem celular humana. Isto garante uma menor probabilidade de desencadear uma resposta imunológica. A tecnologia exclusiva da Shire é considerada a mais inovadora do mercado biofarmacêutico. 

A estrutura da operação brasileira é enxuta seguindo o modelo global da empresa.  A abertura de uma subsidiária no Brasil faz parte da estratégia da Shire para fortalecer e ampliar os negócios da unidade HGT. Assim como outras empresas de biotecnologia, a Shire tem histórico recente e um crescimento acima da média, através de aquisições e fusões estratégicas. Foram sete aquisições em um período de dez anos. A Shire tem 14 moléculas em pesquisa e desenvolvimento, várias em estágios avançados, nas áreas de neurologia (esclerose múltipla, mal de Parkinson e de Alzheimer, entre as principais), oncologia e imunologia. Na área genética, particularmente, a Shire trabalha na pesquisa de terapias para doenças metabólicas como a de Gaucher, Síndrome de Sanfilippo e Leucodistrofia Metacromática. Excluindo-se a doença de Gaucher, as demais não têm atualmente nenhum tipo de tratamento.

Com os dois produtos, importados das fábricas dos EUA e Suécia, e outros que estão em desenvolvimento, a companhia espera que o Brasil logo se transforme em um de seus principais mercados no mundo. O faturamento da companhia em 2006 foi de US$ 1,796 bilhão e o investimento em pesquisa e desenvolvimento foi de US$ 386,9 milhões, 14% maior em relação a 2005.

Este material se destina apenas aos profissionais de imprensa.

 

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