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Falta de novas moléculas explica diversificação

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Falta de novas moléculas explica diversificação
Valor Econômico
10/12/2008
André Vieira

A era dos medicamentos blockbusters - uma pílula para milhões - tem ficado na memória do passado recente da grande indústria farmacêutica. A dificuldade cada vez maior das farmacêuticas encontrarem novas moléculas serve como explicação da busca pela Merck por novos negócios. A biotecnologia é um dos campos potencialmente interessantes e mais lucrativos da indústria, mas exige milhões de investimentos. A escolha da Merck por investir em cópias de medicamentos de biotecnologia significa um atalho para chegar mais rapidamente aos lucros.


O assunto é controverso nos Estados Unidos, mas ganhou o apoio do presidente eleito Barack Obama durante sua campanha eleitoral. O Congresso dos EUA estudará o tema ao longo de 2009, podendo criar uma legislação específica. Na Europa, esses medicamentos são conhecidos como biosimilares, embora muitos chamem, erroneamente, de biogenéricos. As drogas sintetizadas quimicamente costumam ser copiadas no instante em que a patente expira sem grandes estudos clínicos, apenas testes de equivalência.


No caso dos medicamentos biotecnológicos, as autoridades dos EUA avaliam que os métodos analíticos não podem detectar com exatidão as propriedades biológicas das drogas. Não há uma substituição direta na medida em que suas substâncias interagem com as proteínas humanas e, portanto, são difíceis de replicação. "Quanto mais complexa a molécula maior o risco de reações adversas", diz o diretor da farmacêutica Roche no Brasil, João Carlos Ferreira.

 

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